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Porto Seguro exporta pescado e conecta pesca artesanal a mercados da China e dos EUA

Pescado capturado no litoral do município é beneficiado e enviado por rotas aéreas e marítimas para compradores na China e nos Estados Unidos.

Atualizado em 25/08/2026 às 12:08, por Flávio Moreira.

Tarifa dos pescadores no centro de Porto Seguro. (Créditos/Imagens: Reprodução/Secretaria Municipal de Turismo de Porto Seguro)


A atividade pesqueira faz parte da história de Porto Seguro e movimenta comunidades que dependem do mar para garantir o sustento. Em meio a essa tradição, uma parcela da produção capturada no litoral do município passou a seguir uma rota diferente: em vez de permanecer apenas no mercado regional, o pescado está sendo preparado para exportação e enviado a compradores na China e nos Estados Unidos.

A operação envolve a Colônia de Pescadores Z-22 e o Atacado do Peixe. A colônia fornece parte da matéria-prima utilizada pela empresa, que realiza o recebimento, beneficiamento, controle de qualidade e preparação dos produtos antes do embarque. Entre os itens estão lagosta viva, lagosta congelada, cauda de lagosta e peixe fresco.
 

Colaboradores trabalhando com pescado e embalagens. (Créditos/Imagens: Reprodução/Secretaria Municipal de Turismo de Porto Seguro).
Colaboradores trabalhando com pescado e embalagens. (Créditos/Imagens: Reprodução/Secretaria Municipal de Turismo de Porto Seguro)

A destinação depende do tipo de produto. Parte das lagostas é enviada para a China, enquanto peixes frescos e uma parcela da lagosta congelada seguem para os Estados Unidos.

A logística utilizada para cada carga também é diferente. Peixes frescos e lagostas vivas deixam Porto Seguro pelo Aeroporto Internacional, seguem para São Paulo e, posteriormente, para destinos internacionais, entre eles Miami. Por exigirem maior agilidade no transporte, esses produtos dependem de uma cadeia logística mais rápida.

A lagosta congelada destinada ao mercado chinês segue por via marítima, acondicionada em contêineres apropriados. A carga também precisa cumprir os procedimentos sanitários e de quarentena exigidos para a entrada no país de destino.
 

Pescados separados para exportação. (Créditos/Imagens: Reprodução/Secretaria Municipal de Turismo de Porto Seguro)
Pescados separados para exportação. (Créditos/Imagens: Reprodução/Secretaria Municipal de Turismo de Porto Seguro)

O Atacado do Peixe atua há cerca de oito anos e possui aproximadamente 40 colaboradores. A empresa participa de diferentes etapas da operação, desde o recebimento do pescado até sua preparação para o mercado externo.

Na outra ponta da cadeia está a Colônia de Pescadores Z-22, fundada em 1970. Atualmente, a entidade reúne cerca de 500 associados e registra uma produção estimada entre 20 e 30 toneladas mensais. A atividade mantém conhecimentos transmitidos entre gerações, especialmente relacionados às espécies encontradas na região, períodos de pesca e comportamento das marés.

A movimentação está relacionada a um setor acompanhado pela administração municipal. A Secretaria de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Pesca atua nas questões ligadas à atividade pesqueira, enquanto a Secretaria de Turismo, comandada por Guto Jones, integra a estrutura municipal responsável pelo setor turístico e pela promoção das atividades relacionadas ao município.

Para o secretário de Turismo, Guto Jones, a pesca também faz parte da identidade de Porto Seguro e está inserida em uma realidade econômica que vai além da atividade turística. Já a Secretaria de Agricultura e Pesca acompanha as demandas relacionadas aos trabalhadores do setor e à cadeia produtiva.

O processo de exportação envolve uma sequência de etapas que começa com a captura no litoral, passa pela seleção e pelo beneficiamento e termina no transporte internacional. Entre esses pontos estão pescadores, fornecedores, empresa beneficiadora, controle de qualidade, logística e compradores estrangeiros.

Com isso, uma atividade tradicional do município passa a integrar uma cadeia de comercialização que alcança outros países. O pescado capturado em Porto Seguro deixa a costa baiana por diferentes rotas e chega a mercados internacionais, mantendo na origem uma produção ligada ao trabalho de centenas de pescadores.