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Justiça decreta prisão preventiva de motorista de transporte escolar por abuso de menor; investigado está desaparecido

Investigado atuava no transporte de estudantes e teve a prisão decretada pela Justiça de Porto Seguro após denúncia de abusos que começaram na infância da vítima; apenas a defesa se apresentou à polícia.

Atualizado em 16/06/2026 às 12:06, por Flávio Moreira.

Motorista suspeito exercendo sua função no transporte escolar. (Créditos/Imagens: Reprodução/Redação/Polícia Civil).


Uma denúncia de extrema gravidade em Arraial d'Ajuda, distrito de Porto Seguro, está mobilizando familiares, profissionais da rede de proteção à infância e órgãos de segurança pública da região. O caso envolve relatos de abusos sexuais e resultou na decretação da prisão preventiva de um morador da localidade. A situação ganha contornos ainda mais alarmantes para a comunidade regional pelo fato de o investigado atuar de forma direta como motorista de transporte escolar do município, uma atividade que envolve extrema confiança e o contato diário e direto com diversas crianças e adolescentes de vários bairros locais.

​O Início das Suspeitas e o Relato Familiar

​De acordo com as informações obtidas detalhadamente junto à família, as suspeitas em relação ao comportamento do homem ganharam força após parentes próximos tomarem conhecimento de relatos semelhantes envolvendo outras crianças que possuem ligação com o mesmo círculo familiar. Diante do forte sinal de alerta e da gravidade da situação, os responsáveis por uma adolescente de 14 anos passaram a observar as mudanças de comportamento da filha de maneira muito mais atenta no dia a dia. Durante uma arrumação e limpeza de rotina no quarto da jovem, a genitora acabou localizando um objeto de cunho sexual que estava escondido debaixo da cama da menor.

​Ao ser questionada seriamente sobre a procedência e a origem daquele material, a adolescente rompeu o silêncio e revelou toda a situação. A jovem informou que havia recebido o item como um presente do suspeito e que sofria com os abusos contínuos desde a sua infância, quando tinha aproximadamente 7 anos de idade. O choque com a revelação fez com que os familiares buscassem amparo imediato junto às autoridades competentes em Porto Seguro para formalizar a denúncia. O homem foi identificado formalmente como Juliano Bonfim de Souza, apontado como parente de membros da própria família da vítima.


 

​Identificação do Suspeito e Atuação Municipal

​A revolta e a profunda preocupação tomaram conta dos moradores locais, visto que Juliano trabalhava exercendo a função de motorista de ônibus escolar do município na localidade de Arraial d'Ajuda. A função pública despertou o temor de que outras famílias possam ter passado por problemas similares. O caso foi registrado e passou a ser conduzido de forma prioritária pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Porto Seguro, onde a adolescente foi acolhida, passou por exames periciais necessários e agora recebe acompanhamento psicológico especializado.

​Atuação Policial, Prisão Preventiva e Desaparecimento

​Com base nos fortes elementos e depoimentos reunidos durante a fase de investigação inicial, e após parecer favorável emitido pelo Ministério Público, a 2ª Vara Criminal da Comarca de Porto Seguro decretou oficialmente a prisão preventiva de Juliano Bonfim de Souza para resguardar a ordem pública e garantir a integridade das vítimas. Contudo, após a expedição do mandado judicial, as autoridades policiais informaram que o investigado não foi localizado em sua residência ou nos locais que costumava frequentar, sendo considerado foragido e desaparecido pela justiça. Até o momento da publicação, apenas um advogado constituído por ele se apresentou formalmente na delegacia de polícia para sinalizar que acompanhará o andamento do procedimento legal.
 

Parte do decreto d prisão preventivas emitida pelo Ministério Público. (Créditos/Imagens: Reprodução/Ministério Público da Bahia).

 

​Preservação da Identidade e Nota de Esclarecimento

​Em estrito respeito e cumprimento às normas estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a identidade de todas as menores e de seus pais é mantida em sigilo absoluto para preservá-las. O investigado é citado unicamente por figurar no procedimento judicial em andamento, sendo assegurados os direitos de ampla defesa e a presunção de inocência.

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