/apidata/imgcache/d089a35701c2db19bba63457b4a85959.webp?banner=right&when=1792204661&who=290
/apidata/imgcache/82f987f3939054a6d9fc18ca763064bf.webp?banner=top&when=1792204661&who=290

Idosa morre em menos de 24h após denunciar descaso do HRLEM em Porto Seguro

Após vídeo publicado por idosa, a família recebeu a noticia em menos de 24h que a idosa conhecida como Bernadette, havia falecido.

Atualizado em 02/04/2026 às 21:04, por Flávio Moreira.

Imagem captada através de um vídeo divulgado nas redes sócias. (Crédito: Redes Sócias/WhatsApp)



Uma moradora de Sapirara, em Trancoso, morreu cerca de 24 horas após gravar um vídeo denunciando o atendimento recebido no Hospital Luís Eduardo Magalhães. Dona Bernadette relatou estar com pneumonia e afirmou ter sido colocada em isolamento sem a devida assistência médica.

Na gravação, feita na noite de terça-feira (31), ela disse não ter recebido medicação adequada e que, mesmo passando mal, não houve retorno da equipe após pedidos de ajuda feitos por ela e pelo esposo. O vídeo foi divulgado como forma de denúncia e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.

A morte, confirmada na noite de quarta-feira (1º), gerou forte comoção na comunidade de Sapirara, onde a vítima era conhecida. Nos comentários da publicação, moradores e pacientes relataram situações semelhantes, apontando falta de profissionais, demora no atendimento e possíveis falhas estruturais na rede pública de saúde.

Especialistas também destacam problemas no fluxo assistencial, com sobrecarga hospitalar e desorganização entre os níveis de atendimento. Até o momento, não há posicionamento oficial das autoridades sobre as denúncias.

O caso levanta questionamentos sobre a qualidade da assistência prestada e reforça cobranças por melhorias urgentes no sistema de saúde.

Em nota enviada para a nossa redação, o Hospital Regional Luiz Eduardo Magalhães (HRLEM), administrado pelo Instituto Setes, alega que todo procedimento foi seguido conforme escala de atendimento. 

"NOTA OFICIAL DE ESCLARECIMENTO

O Hospital Regional Deputado Luis Eduardo Magalhães, sob gestão do Instituto Setes, apresenta informações baseadas em registros assistenciais e critérios técnicos sobre o atendimento prestado à paciente B. M. R. N., 54 anos, em relação a conteúdos recentemente divulgados sobre o caso.

A paciente deu entrada na unidade no dia 31 de março, às 14h23, sendo prontamente acolhida e classificada às 14h28 pela equipe de enfermagem, conforme protocolo de classificação de risco. Apresentava sinais clínicos relevantes, incluindo frequência cardíaca de 122 bpm, pressão arterial de 166x106 mmHg e glicemia de 590 mg/dL, associados a quadro respiratório.

Diante da gravidade, foi corretamente classificada como caso muito urgente (laranja), com atendimento médico realizado às 14h33, dentro do tempo preconizado para este nível de prioridade, não havendo qualquer atraso ou omissão na assistência inicial.

Durante a avaliação médica, foram identificados sinais de comprometimento respiratório importante, sendo imediatamente instituídas todas as condutas indicadas, incluindo exames, antibioticoterapia e indicação de internação. De forma preventiva e responsável, a paciente também foi encaminhada para isolamento respiratório, com investigação para tuberculose, seguindo rigorosamente os protocolos assistenciais e de vigilância epidemiológica.

Ao longo da internação, a paciente apresentou evolução clínica grave, sendo diagnosticada com edema agudo de pulmão, condição crítica frequentemente associada a doenças cardíacas pré-existentes. Ressalta-se que a paciente possuía comorbidades significativas, como cardiopatia, hipertensão arterial, obesidade e disfunção renal, fatores que elevam substancialmente o risco de descompensação e mortalidade.

Foram adotadas, de forma imediata e contínua, todas as medidas terapêuticas necessárias e disponíveis, incluindo suporte ventilatório invasivo e não invasivo, uso de drogas vasoativas, monitorização intensiva, exames complementares e transferência para unidade de maior complexidade. Todo o manejo ocorreu dentro das primeiras horas, conforme preconizado pelos protocolos médicos.

Apesar de toda a assistência prestada de forma ágil, adequada e tecnicamente correta, a paciente evoluiu com agravamento progressivo do quadro hemodinâmico, culminando em parada cardiorrespiratória. Foram realizadas manobras avançadas de reanimação por tempo prolongado, sem sucesso, sendo o óbito constatado às 16h36 do dia 01 de abril.

Diante dos fatos, o Hospital Regional reitera que não houve falha, negligência ou omissão no atendimento prestado. A evolução desfavorável está diretamente relacionada à gravidade do quadro clínico e às condições pré-existentes da paciente.

A instituição ressalta que informações divulgadas sem embasamento técnico podem gerar interpretações equivocadas e causar insegurança à população, motivo pelo qual reforça seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e a qualidade da assistência prestada.

O Hospital Regional se solidariza com os familiares neste momento de dor, mantendo-se à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários."