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Cidade Histórica de Porto Seguro sofre com abandono, lixo e riscos em importante área turística

Entre a riqueza histórica e o descaso, visitantes encontram sujeira, falta de manutenção e áreas com riscos estruturais em um dos principais atrativos turísticos de Porto Seguro.

Atualizado em 18/06/2026 às 21:06, por Flávio Moreira.

Estrada da Cidade Histórica com acumulo de lixo. (Créditos/Imagens: Reprodução/Redação)

Estrada da Cidade Histórica com acumulo de lixo. (Créditos/Imagens: Reprodução/Redação)

Considerado um dos locais mais visitados e emblemáticos de Porto Seguro, o conjunto da Cidade Histórica, berço da história do Brasil, enfrenta há anos um cenário que contrasta com sua importância cultural e turística. O que deveria ser um cartão-postal vibrante, com espaços acolhedores para famílias, áreas de convivência, bosques e experiências memoráveis, hoje convive com sinais evidentes de abandono.

Nossa reportagem percorreu o local ao lado de moradores e comerciantes e constatou problemas que afetam diretamente a experiência dos visitantes. Buracos, sujeira na entrada principal, falta de acessibilidade para cadeirantes, árvores sem poda e até forte odor de urina em vias e imóveis públicos fazem parte da realidade encontrada.

“É um patrimônio histórico, mas não pode ser largado às traças. A história está se perdendo diante dos nossos olhos”

relatou um morador.

Outro ponto que chama atenção é uma parede com sinais aparentes de comprometimento estrutural, localizada ao lado de barracas de ambulantes e em área de circulação de turistas trazidos por grandes operadoras. A situação acende um alerta para a Defesa Civil quanto aos riscos para trabalhadores e visitantes.

 

Também preocupa uma obra questionada por moradores, além do descarte irregular de lixo em um espaço que poderia ser transformado em um bosque ou praça de convivência. Em vez disso, a área se tornou um ponto de acúmulo de resíduos.

“Qual imagem queremos passar para quem visita Porto Seguro? Porque a primeira impressão é a que fica”

questionou uma comerciante.

Moradores afirmam que as cobranças à Prefeitura e secretarias responsáveis são constantes, mas reclamam da falta de respostas efetivas. Enquanto isso, um dos maiores patrimônios históricos do país segue esperando pela valorização que merece.